sábado, 5 de novembro de 2016

< Balanço de um ano de rompimento da barragem de fundão - O Espírito Santo > #3/5

Após o rompimento da barragem, ou como diria os capixabas, após a barragem "pocar", com cerca de três aflitos dias a população espírito santense foi inundada com a lama de rejeitos da barragem de fundão no Rio  Doce, atingindo os municípios de Baixo Guandú, Colatina, Marilândia e Linhares.


O drama vivido no Espírito Santo reafirma que o crime afetou pessoas que estavam muito longe do empreendimento. Não foi um desastre espacial, mas temporal. Não é possível ter estimativas do tempo de recuperação da região e de sua produtividade com efeitos difíceis de serem quantificados.

Os danos atingiram setores vários, como da economia, do turismo, da agricultura, do comércio, gerando uma desconfiança generalizada bem como impactos emocionais.

* Agricultura

Todos os municípios atingidos compartilham a prática da agricultura. Desde a de subsistência, passando pela familiar (que abastece o mercado interno por meio das feiras e mercados) até o plantation, com a monocultura de café e mamão, por exemplo. Deste modo, o preço de muitas mercadorias provenientes do campo aumentou (isso quando a mercadoria não vinha a faltar). Ocorreu ainda a falta de mercadoria para exportação - a qual auxilia a manter a balança comercial favorável - e deixou muitas pessoas em situação de dívidas nos bancos. Imagine a situação de muitos José's que vivem da agricultura, tendo-a como único modo de ganha pão. Eles vão ao banco, fazem empréstimos, compram irrigação, agrotóxicos; pagam mão de obra para plantar; acordam cedo e trabalham de sol a sol. Contam com o auxílio da natureza para mandar chuva e assim terem água para tocar o seu negócio. Na hora de irrigar suas plantações, e posteriormente colher e devolver o dinheiro ao banco, são impossibilitados devido ao crime. É desolador.


* Pescado
Os pescadores deixaram de pescar (na teoria, pois na prática muitos dependem dos peixes para se alimentarem). Parece simples dizer que o problema cessa apenas com a população deixando de pescar e de consumir o pescado, mas os peixes dali extraídos eram utilizados para constituição de ração animal. Deste modo, a contaminação dos peixes afeta uma outra cadeia, a dos animais a consumirem a ração. Isto promove altas chances de casos de câncer, um legado perverso deixado às próximas gerações.
Além disso, as pessoas que alugavam freezers na alta temporada bem como os artesãos de redes de pesca e de anzóis também são afetados, impedindo a economia de se desenvolver uma vez que limita o capital de giro.
Perpetua-se assim, o sentimento de insegurança alimentar e a complexidade nas relações sociais.

Ainda relacionado às comunidades pesqueiras, um dos problemas que ocorre é o tédio. O cartão de dinheiro apenas não resolve os problemas, uma vez que uma atividade de vida foi interrompida sem deposição de outra atividade no lugar. É comum encontrar pescadores bêbados sentados nos barcos. Ocorreu aumento nos casos de violência doméstica, de prostituição e como consequência a quebra na estrutura familiar. Tudo isto permeado de insegurança, desconfiança e medo.

*Regiões Litorâneas; Turismo

O turismo foi diretamente afetado, visto que os rejeitos após desaguarem no mar atingiram todo o litoral capixaba. E mesmo com a informação de que as praias estavam próprias para banho, muitas famílias trocaram o programa de verão com medo e desconfiança, os quais permanecem um ano após o ocorrido. O balneário de Pontal do Ipiranga, em Linhares, é um exemplo. Visitei o local no feriado de 12 de outubro de 2013. Apesar de ser feriado, o balneário estava vazio. Apenas a população nativa estava no local. O dinheiro da comunidade é arrecadado apenas na alta estação. Após o ocorrido, a renda de muitas famílias foi comprometida, visto que aguardavam o dinheiro a ser arrecadado no mês que sucedia a tragédia. Isso não só em Pontal, mas em todo litoral capixaba.

Além disso, há comunidades em que funcionários da Samarco visitam os locais tingidos todos os  dias de modo a coletar amostrar e fazer registos. Sem diálogo com a população, estes profissionais provocam o sentimento de vigilância e monitoramento contínuo, gerando uma alienação em massa.

* Comunidade Maria Ortiz - Colatina
Este bairro localiza-se a cerca de 5 passos da ferrovia da compania da Vale. A população ribeirinha sempre conviveu com a ferrovia passando todos os dias, poluindo as casas com minério bem como contribuindo para a poluição sonora.
As mães mandavam os filhos brincarem "do outro lado", oposto à ferrovia. Em contrapartida, no último ano as mães deixaram de orientar isto, pois, "o outro lado" agora encontra-se o rio inundado de lama de rejeitos.
Não há mais lado para que as crianças brinquem nem sossego para as mães.
A empresa explora e impacta a região nas duas margens da sociedade.


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Ainda em Colatina, há um resistência em reconhecer que a água é própria para consumo. A cidade permanece desconfiada da qualidade da água apesar de existirem laudos técnicos que mostram o contrário. Há necessidade de comprovações científicas para sustentar que não há mais riscos, mas mesmo assim, a sociedade resiste em se submeter a mais riscos.

Uma amiga de Colatina, gastou 6 meses com um tratamento de pele bárbaro. O rosto parecia de uma princesa. Após encerrado o tratamento (e do pagamento), ocorreu a tragédia, e a qualidade da água para banho era terrível. Repleta de cloro, com cor, cheiro e gosto. A pele de Barbie passou a ter alergias.

E os danos não param por aí. Há pesquisadores do Reino Unido que estão a fazer o estudo da contaminação das águas subterrâneas. Fica mais que evidente que este um ano de tragédias decorrente do crime se perpetuará por incontáveis outros anos.

Como se não bastasse, instituições judiciais mantiveram-se neutras diante do acontecimento.  Muitos executivos simplesmente abandonaram o caso. E pior, passaram para a empresa a responsabilidade e o poder de como será feito o processo de reparação. Assim, os termos são dados pela empresa, dando a ela o domínio não apenas do controle da situação, mas do tempo das pessoas que ficaram diretamente dependentes das decisões a serem tomadas.


Adéquo aqui uma frase utilizada na geologia: "Do continente ao mar, tudo é mudança".


Confira mais no acervo digital lançado ontem: http://riodocevivo.omeka.net/


Deixo a minha solidarização ao meu querido povo capixaba,

                                                                                                    Namaskar.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

As dificuldades para a democratização do acesso à cultura

O acesso à cultura nunca foi democrático no Brasil, visto que cultura está relacionada à educação. No século XVIII, apenas filhos da elite minoritária tinham condições de estudarem na Europa. No território nacional, a facilidade à educação chegou apenas no final do século XX. Atualmente, mesmo com amplo contato à internet, o acesso à cultura ainda fica restrito, fato que precisa ser revertido.


A supervalorização do futebol e do corpo, são empecilhos para a democratização da cultura. Por vezes, pessoas tendem a pagar por ingressos de futebol valores maiores que ingressos de teatros, por exemplo. Além do mais, o mercado de cosméticos brasileiro é o segundo maior do mundo, bem como o amplo litoral explorado pelo turismo contribui para a supervalorização do corpo. Deste modo, pessoas são tendenciadas a passarem mais tempo em academias do que em estádios, bibliotecas e feiras científicas.


Vale ressaltar também que, teatros, cinemas científicos e eventos culturais costumam ocorrer em grandes cidades e centros urbanos, e nem sempre são gratuitos. Isto,  aliado a inexistência de uma cultura na sociedade brasileira que estimule o interesse à assuntos culturais limita não só o acesso, mas o interesse da população. Outro ponto que afeta a democracia cultural é a dicotomia social, visto que, em uma mesma região, o valor da mensalidade de escolas particulares chega a ser equivalentes ao salário mensal que uma família tem para se manter.

Deste modo, visto que a dicotomia social é um problema, compete ao Governo Federal conceder "tickets família cultura" os quais possibilitem o acesso gratuito ou subsidiado em teatros, cinemas e feiras científicas, de acordo com o importo de renda de cada família. Às escolas devem coordenar projetos integrados, interagindo escolas públicas e particulares de modo a compartilhar desde a cultura literária até a local, Empresas de cosméticos devem pagar impostos que sejam revertidos em verbas para investimentos em cursos de artes cênicas, teatros e espaços culturais, promovendo a cultura itinerante para que o acesso não se limite apenas em centros urbanos mas para que chegue também no interior. A mídia deve ter carga horária de transmissão de programas de futebol equivalente à de programas culturais. Deste modo, em pleno século XX, é possível democratizar o acesso à cultura no Brasil.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Anticoncepcional


Esta semana estava comemorando o aniversário de uma pessoa muito querida, junto de outra pessoas queridas também. Até o momento do alarme de uma delas despertar e, coincidentemente no mesmo horário de outras três também. Tratava-se do lembrete do horário para que elas tomassem seus anticoncepcionais. Isso bastou para que o assunto da mesa se torna este. Em meio todas as meninas, eu (e o único menino ali presente) éramos os únicos a não tomar anticoncepcional. Além disso, refleti que, todas as minhas amigas fazem uso do mesmo.



Resultado de imagem para anticoncepcionalObviamente, não sou contra. Acho excepcional a emancipação e independência feminina que ele proporciona. Porque, vamos combinar, não somos obrigadas a nada! O que me intriga, é que há quem tente me convencer que eu necessite de aderir a este hábito. Bom, por hora, não tenho a necessidade de utilizar métodos contraceptivos, além do mais, sou extremamente regulada, basta eu olhar no calendário que saberei exatamente o período que irá chegar. Chega, tem a sua duração normal e pronto! Além disso, meu corpo passa por todo um ritual natural, de inchar-se por reter líquido, e após isso fico magra que faz gosto. Minha saúde se manifesta da mais correta que a natureza programou. Ainda, não sinto cólicas consideráveis, conto nos dedos as vezes que precisei tomar remédios para isto.
Podem vir com argumento de que "ajuda nas espinhas e a melhorar a pele". Poxa, não tenho espinhas consideráveis, e minha pele está ok. Refuto que, o anticoncepcional gera alterações hormonais, caso o utilizasse, estaria sujeita a engordar (o que seria muito provável para o meu biotipo).
Outro ponto que por enquanto faz com que ainda permanece sendo minoria, é que o uso em massa deste não possui estudo longínquos. Ora, um estudo voltado pra saúde, como para dizer que o óleo de coco ou a semente de chia fazem realmente bem ao organismo necessitam de pesquisas de no mínimo 50 anos, de modo que atravesse gerações e seus resultados sejam de fato observados. Na época de nossas mãe e avós o uso do anticoncepcional não era comum. Não sabendo de fato os efeitos colaterais que podem gerar a longo prazo.
Outra, visando que de qualquer modo é um medicamente e ainda provoca alterações hormonais, isto iria contra o meu estilo de vida paleo. Não veja isto como um capricho ou como uma mera dieta. Apenas procuro me alimentar na maioria das refeições de comida de verdade proveniente da natureza, evitando industrializados e embutidos. Meu organismo é sensível à mudanças alimentares, bem como à bebidas alcoólicas, e sem dúvidas o anticoncepcional iria contra o meu estilo de vida.
À todas as amigas que necessitam do queridinho "anti-baby", seja para funcionar realmente como um anti-baby, seja para regular o ciclo, seja para ter a autonomia de dizer "vou pra piscina quando quiser porque não sou obrigada", seja para evitar cólicas, melhorar a pele ou mante a saúde do útero, façam bom uso. Mas eu, por hora, não necessito. E não precisa tentar me convencer.



                                                                                                        Namaskar.

sábado, 29 de outubro de 2016

A saudade é uma linha tênue entre afeto e a falta de covardia.

Uma das minhas grandes frases da vida, aprendi com um mendigo que vende sua arte em arame na beira mar e que me fez chorar como criança com poucas palavras. Contei sobre isso aqui. Ícaro me disse que vínculo causa afeto, e afeto, sofrimento.
Fico abismada em reconhecer o quão este senhor estava certo. Um dos amigos que estava comigo acredita que ele seja covarde, por não se relacionar, evitando sofrimento. Ele pode até ser, mas eu sou muito mais. Minha covardia se revela em me apegar tão fácil e sofrer simplesmente por gostar demais. Provo o gosto (ou amargor) da frase ao sentir tanta saudade. Saudade das coisas mais simples, tão simples e leves como a conversa que tive com Ícaro e que me fez chorar.
Sinto saudade de sair pra correr, e de súbito passar uma hora sentada na praia conversando sobre detalhes de família, de como quão agradável pode ser visitar a avó na roça;
Sinto saudade de jogar frescobol com pessoas especiais;
Sinto saudade de estar de pijama e ouvir o interfone repentinamente com a visita dos meus amigos. E de trocar de roupa de modo rápido no intervalo de tempo em que eles subiam as escadas;
Sinto falta de fazer janta (e jantar) com meus pais. De passar tempo na cozinha conversando sobre trabalho, notícias, piadas, política...
Sinto falta de comer laranja de modo descomedido, sem me preocupar se a boca está suja durante o ato com meus amigos, ou fazer um piquenique numa toalha (e sentar fora da toalha);
Sinto falta de pedalar. de olhar uma árvore e ser extremamente grata pela existência de tudo;
Sinto falta de passar uma sexta feira a noite comendo pão de queijo (no Espírito Santo), fazendo as unhas da minha amiga e jogando UNO. Hoje, jogo uno sozinha [pode parecer bizarro, mas é só fingir que não sabe a carta do adversário - que acaba por ser você mesmo];
Sinto falta de ouvir a confiança dos meu pais. de ouvi-los dizer "pode acelerar" mesmo já estando acima da velocidade permitida. Ou mesmo me dando tarefas as quais exijam responsabilidade
Sinto falta do simples.
Sinto falta de pessoas especiais. Sinto falta porquê criei vínculos, os quais me causam sofrimento. E caio na concepção de que sou covarde. Sou covarde porque tenho medo de me relacionar e criar vínculos que, Deus, como machucam!
E mais, prefiro acreditar que sou covarde a ter de acreditar que estou num lugar onde vínculos não são possíveis devido à superficialidade das pessoas. Pois, mesmo estando rodeada de gente, encontro-me sozinha em outro estado, em outra cidade. E porque eu não desisto? porque todas essas pessoas capazes de me proporcionar momentos singelos, simples, melífluos e incríveis confiam em mim. Porque o sagrado se manifesta em cada detalhe do meu dia e a minha gratidão é muito maior que a vontade de jogar tudo pro alto.


Concluo com outra frase que guardo com carinho: "Ser simples, é ser incrível". Pois o incrível se manifesta nos pequenos momentos.

                                                                                                                      Namaskar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

A criança que você foi teria orgulho de quem você é?

Acredito que todo mundo tem uma crise nostálgica da infância.
Por volta dos 6 anos acreditava que quando chegasse aos quinze seria responsável, linda, magra e com futuro bem traçado, como personagens da bratz, menininhas, jolie, barbie ou qualquer outra que possui estampas em cadernos. Acredito que aos 15 já era responsável, mas vamos combinar, ninguém aos quinze está da maneira que pensou que estaria. Sobre futuro bem traçado... Quem nunca na graduação se questionou se está trilhando a escolha certa?! Quem nunca chorou durante a graduação, senão por desespero, por orgulho daquela prova que se estudou demais?! Aos 15 você apenas pensa em traçar. E enquanto você traça, sente insegurança e incerteza. Sobre o linda e magra, prefiro não comentar.
É claro que os 15 marca uma transição, mas amadurecimento e independência mesmo... ah... Isso é só depois dos 15! depois de experiências, muitos erros e lágrimas.
Por vezes queria me conhecer criança. Como se pudesse ser duas, como naquele episódio do menino maluquinho, personagem do Ziraldo, em que ele se encontra na fase dos 5, 10 e 20 anos.
Queria me trazer para minha casa. O meu eu com 6 anos acharia incrível os quadros anexados na parede bem como os mapas que guardo na gaveta. Acharia muito legal minhas lupas, bem como se interessaria pelos baralhos, canetas e lápis coloridos. Me acharia responsável e pontual quanto a minha rotina de assistir meus jornais, mas gostaria mesmo do fato de eu ainda gostar de desenhos. Me daria folhas A4 e disponibilizaria todos os lápis para que eu desenhasse. E eu acharia incrível aquela folha grande exclusiva pra mim. Faria um brigadeiro, para comer de colher, mas me deixaria enrolar bolinhas, deixar grudar na mão e fazer muita bagunça!; deixaria mascar chiclete e fixaria a tatuagem que viessem no pulso (mesmo sabendo que meu pai, aos 36 ou aos 50 não aprovaria isso),
 O meu eu aos 6 sem dúvidas gostaria do meu eu aos 19. 

O fato é que ninguém está como pensou que estaria aos 15! Somos esternas crianças. E manter a essência de criança viva, é lindo!

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E a sua criança? sentiria orgulho de quem você é hoje?

                                                                                                                Namaskar.

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

STATUS: preguiça de pessoas!


Dizer que tenho preguiça das pessoas pode demonstrar que eu seja ranzinza e bem mal humorada.

Inventar desculpas pra não sair, mesmo que não esteja afim de ficar em casa, pode me fornecer o rótulo de pacata. Deixar de responder inúmeras mensagens pode passar a imagem de que eu seja um tanto quanto arrogante. Mas na boa, faço isso sem o menor peso na consciência.
Defendo minha fala pois, estamos numa sociedade fadada a viver de aparências. Os interesses avaliam o financeiro, o físico, a simetria, o status. Avaliam o instagram repleto de fotos atraentes. Avaliam a popularidade. E, céus! Como isso me causa preguiça!!!Tenho preguiça de festas também. Não me classifique como ultrapassada. Adoro estar entre os colegas em programas informais ou fazendo algo pra comer numa tarde qualquer. Agora, festas... Faça-me o favor, se possível, de me poupar.
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Tenho PREGUIÇA de conversas superficiais. e isso arremata o porquê dos meus vácuos. Os garotos se aproximam e demonstram interesse. Interesse pelos seus hobbies, pelos sonhos, por atividades, pelo curso, família... Se passa por uma pessoa legal. Aí, quando o recado de que não há interesse em relacionar-se fica claro, a pessoa simplesmente some. É claro que não some pra sempre, aparece quando rola uma foto bonitinha ou há alguma conquista. Dessa maneira, sem responder a muitos contatos, eu simplesmente poupo tempo. Não apenas o meu tempo, mas de ambos.As festas, no geral, ocorrem durante a noite, muito tarde! Eventos ideais para desregular o sono, a rotina e tornar as atividades do dia pouco produtivas. Mas isso é o de menos. O que mais me dá preguiça em festas é a futilidade. Futilidade nas aparências; na disputa de qual garota tem o cabelo mais hidratado e a maquiagem que menos a deixe parecida com o que ela é (a disputa permanece entre os garotos em vencer a disputa de conquistar "a mina"); disputa de quem tem roupa mais elegante, que de preferência, valorize padrões corporais estipulados pela indústria da beleza;
Tenho preguiça das pessoas pois são movidas de interesses.
Estar em um outro estado, e chegar sem conhecer ninguém, ampliou essa minha reflexão. E meu coração se entristece de ver minha geração assim. Superficial e repleta de desinteresse. Não cairei na hipocrisia de não me incluir nesse furdúncio.


Por um mundo com menos pessoas rasas. Esse devaneio utópico me evitaria muitos bocejos.


                                                                                                                Namastê.
Ref. da Imagem

sábado, 1 de outubro de 2016

Arquétipos capitalistas

Há cerca de um ano perguntei pra alguém que considero muito sobre o futuro. Como se enxergava no futuro. Esse questionamento costuma ser um parâmetro que tenho pra minha vida.
Enfim, esse amigo respondeu que esperava um futuro que contivesse um carro legal, uma casa grande e cachorros. Ok, achei válida a definição dele, mas e as coisas simples (exceto o cachorro)? 
Creio que seria um futuro muito vazio caso contivesse objetos monetários e não tivesse coisas simples.
Conversas, histórias, risadas, amigos. Isso é felicidade. A meu ver, isso é um futuro próspero. 

Espero por pessoas que caso organizem seu futuro, lembrem que a vida é muito curta pra não ser aproveitada e limitada a objetos capitalistas.


                                                                                   

                                                                               Namaskar.